Cupins de Solo: Insetos decompositores que formam colônias subterrâneas profundas. Diferenciam-se dos cupins de madeira seca por precisarem de umidade constante e construíren montículos de terra (chamados de “cupinzeiros”) que podem atingir até um metro de altura. Atacam raízes, comprometendo a estrutura de plantas e gramados.
Danos Estruturais: O prejuízo começa nas raízes, onde os insetos criam galerias. Plantas afetadas apresentam amarelecimento, murcha repentina e queda de folhas. Em estágios avançados, o sistema radicular é consumido, provocando a morte seca da planta. No paisagismo, isso representa a perda de investimento e a necessidade de substituição imediata.
Descupinização: Processo essencial para eliminar a praga. O termo técnico refere-se ao conjunto de ações químicas ou físicas destinadas à erradicação da colônia. A aplicação correta deve atingir o “núcleo” da colônia. Uma aplicação superficial apenas repele temporariamente; a Descupinização exige o uso de inseticidas com efeito translocado ou de iscas atrativas.
Isca e Inseticidas: Para solo, as iscas granuladas são as mais eficazes. Os operários levam o veneno ao centro da colônia. Já os inseticidas líquidos (de aplicação via solo ou jato de alta pressão) criam uma barreira química. A escolha depende da infestação: iscas para áreas extensas e tratamento direto para focos específicos.
Prevenção e Manutenção: Mantenha o solo drenado e evite acúmulo de madeira ou entulho. A inspeção visual de montículos de terra é o principal indicativo. Recomenda-se a aplicação preventiva de bioinseticidas em áreas de risco, especialmente após chuvas intensas, que facilitam o deslocamento das colônias.
Segurança: Sempre utilize EPIs (luvas e botas) ao manipular produtos químicos. Aplique o produto conforme a bula, respeitando a dose correta para evitar lixiviação e contaminação de aquíferos. Em caso de dúvidas sobre a infestação, consulte um profissional especializado em saneamento ambiental.